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TAXA DE DESEMPREGO NA AUSTRÁLIA

Pesquisas revelam a taxa de desemprego em 5,3% em agosto de 2019 na Austrália enquanto no Brasil a taxa de desemprego caiu para 11,8% em julho 2019.

Este número vem subindo desde que atingiu uma década com ajuste sazonal baixo de 4,9% em fevereiro e agora está no seu ponto mais alto desde junho do ano passado.

Estamos falando de uma estimativa de 716.800 pessoas na fila de desempregados, comparado com o Brasil onde este número está em 12,6 milhões de pessoas.

O aumento do desemprego ocorre apesar de cerca de 34.700 empregos terem sido criados no mês passado.

Empregos são a única coisa que mantém a recessão à distância, mas com o aumento do desemprego, o mesmo ocorre com os riscos. No entanto, esse aumento foi para o trabalho de meio período, com mais de 50.000 posições em meio período sendo criadas, enquanto 15.500 empregos em período integral foram extinguidos.

A qualidade da criação de empregos também está se tornando um problema, com o ritmo anual de criação de empregos em período integral diminuindo para os níveis observados no final do ano passado, enquanto o trabalho em período integral como uma porcentagem dos empregos criados está agora no seu nível mais baixo em mais de um ano.

“Há também uma divergência crescente entre crescimento do emprego e crescimento de horas trabalhadas”, observou o economista Callam Pickering.

“Isso sugere que, embora a economia ainda esteja criando empregos, não está necessariamente criando a mesma qualidade de empregos que havia um ano ou dois atrás.”

À medida que o número de pessoas que procuram trabalho aumentou, a taxa de subutilização – aqueles que estão desempregados ou que procuram mais horas de trabalho – subiu novamente para 13,8%.

“Embora o crescimento do emprego tenha sido razoavelmente saudável ao longo do ano passado, a demanda por mão de obra está sendo atendida com aumento da oferta. Isso está trabalhando para impedir o crescimento dos salários”, disse Langcake.

Uma grande parte desse aumento da oferta veio do crescimento populacional em expansão. Os últimos dados trimestrais do ABS mostram que a população da Austrália cresceu mais 389.000 – ou 1,6% – nos 12 meses até março, impulsionada por um aumento de 250.000 na migração líquida no exterior.

O economista do UBS George Tharenou disse que as implicações óbvias são que o desemprego continuará a subir e o RBA terá que cortar as taxas de juros novamente, já no próximo mês.

NSW e Victoria lideram queda nos anúncios de emprego
Os números também apontam para a lacuna no mercado de trabalho em duas camadas da Austrália.

Nova Gales do Sul, Victoria e o ACT continuam desfrutando de taxas de desemprego abaixo de 5%, consideravelmente mais baixas que os outros estados.

South Australia sofreu um forte aumento no desemprego, 0,4 por cento em uma base ajustada sazonalmente, para 7,3 por cento – o mais alto do país por uma margem considerável.

“Existe uma preocupação real de que, se as condições se deteriorarem em Sydney e Melbourne, mesmo que um pouco, todo o mercado de trabalho se deteriorará rapidamente”, disse Pickering.

Essas preocupações podem muito bem ser percebidas, a julgar pelos últimos números de anúncios de emprego que mostram um colapso nas oportunidades de emprego nas duas capitais no mês passado.

A agência de empregos online SEEK disse que os anúncios despencaram quase 17% em Sydney e 12% em Melbourne em agosto, em comparação com o ano anterior. Também houve quedas acentuadas em Brisbane e Adelaide.

A diretora-gerente da SEEK na Austrália / Nova Zelândia, Kendra Banks, disse que o fraco crescimento econômico e o investimento do setor privado estão no centro da desaceleração dos empregos.

“Os baixos gastos dos consumidores estão afetando diretamente os negócios, com muitas empresas apertando seus orçamentos, o que pode incluir uma restrição ou congelamento de contratações”, disse Banks.

Fonte: ABC News

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Priscila

Fundadora e CEO do Oi Austrália. Realizou o sonho de morar fora do Brasil em 2014 , quando veio para Austrália. Adora se comunicar e ficar ligada em tudo que acontece. Essa curitibana é mãe do Benjamin e apaixonada por desafios e gastronomia.

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